sábado, 8 de novembro de 2014

Capítulo 84



Não tirei meu celular do silencioso e aquele dia se passou com o aparelho tocando sem parar. Eu ainda não estava pronta e nem queria conversar com ele.
As meninas deram sono cedo e eu fui colocá-las para dormir.
- Tia, fica bem! – Vitória disse baixo, enquanto Eduarda já dormia.
- Eu to bem, meu amor... – Sorri fraco.
- Sei que não! Se precisar de mim, é só me chamar!
- Fica tranqüila, viu? Agora dorme com os anjinhos. – Fiz carinho em seus cabelos até que fechasse os olhos e dei um beijo na testa de cada uma, antes de sair dali.
Assim que me deitei meu celular tocou de novo e eu decidi ser aquela a hora.
- Graças a Deus, Carolina! Aconteceu alguma coisa com você? Com Eduarda?
- Não aconteceu nada! – Foi só o que eu consegui responder.
- Por que não me atende? Eu to tentando o dia todo, quase me mata de susto!
- Eu tive uma queda de pressão, fui em uma clínica perto do consultório e depois que eu voltei pra casa dormir muito, quando acordei brinquei com as meninas e nem vi celular hoje, só agora. – Menti em partes.
- Queda de pressão? Por que não disse antes? Você tá bem?
- Eu to ótima! – Minha vontade era gritar que eu estava mal era por outra coisa.
- O que você tem?
- Não tenho nada...Por que? Acha que eu tenho motivos? – Ele suspirou do outro lado.
- Você viu as fotos, não é?
- O que você acha?
- Eu posso explicar...
- É tudo que eu quero desde que vi aquela matéria.
- Tá bom! Nós ficamos amigos do produtor do evento e ele nos chamou para essa balada, que é dele por sinal, e nós fomos. Essa é a irmã dele, ela disse que era minha fã...
- Você não ia pra um luau?
- Ia, mas ele me ligou de última hora. – Eu não acreditava nele. – As fotos foram interpretadas errado. Que ódio!
- Não parece!
- Carolina, para com isso! Eu não acredito que você...
- Para com isso você e reconhece seu erro. Se põe no meu lugar.
- Amor, para com isso! Você sabe que eu nunca faria isso com você.
- Será mesmo? – Meus olhos já começavam a arder para as lágrimas descerem.
- Não diz isso que você me magoa!
- E você acha que não me magoou com essas porcarias de fotos? – As lágrimas desceram e eu já comecei a me estressar, falando mais alto.
- A culpa não foi minha! – Ele também estava falando mais alto.
- Luan, você podia me respeitar mais.
- E eu te respeito, foi um mal entendido.
- Então por que beijo no canto da boca? Risinhos? Olhares maldosos da sua parte? E andar de mãos dadas para lugar escuros?
- Para! Amor, não é nada disso! Eu ri do português embolado dela, falava engraçado.
Não teve beijo em canto da boca, foi o ângulo da foto e a mulher estava trêbada por isso eu dei a mão ela, assim que deu o primeiro tropeço, estava lhe levando para um sofá.
- Que caridoso você, Luan! – Eu falei irônica e o ouvir bufar. – Olha...Quando você chegar a gente conversa!
- Amor, para com isso...
- Escutou? Quando você chegar!
- Para com isso, Carolina! Eu to falando sério! Acredita em mim!
- A gente conversa quando você voltar! – Eu falei lentamente.
- Você mesma disse que relacionamento é á base de confiança.
- É, mas essas fotos são duvidosas e você no meu lugar, já estava quase me matando.
- Para! Por favor, me ouve...
- Eu já ouvi! Chega e conversamos.
- Eu não vou conseguir ficar dois dias sem ouvir sua voz.
- Tchau, Luan! – Lhe ignorei.
- Não faz isso...Não desliga, Carolina!
- Até quando você voltar.
- Eu vou ficar com raiva se você desligar na minha cara. – Respirei fundo e desliguei o celular, o jogando longe.
Eu estava morrendo de raiva dele, eu que tinha vistos fotos duvidosas dele e ele que ficaria com raiva se eu desligasse o celular na cara dele. Só podia estar brincando comigo, me chamando de trouxa na cara.
Me dentei na cama com as mãos no rosto e ouvi a porta do meu quarto sendo aberta.
Quando vi Vitória, limpei minhas lágrimas rápido.
- O que foi, amor? – Ela se sentou do meu lado na cama.
- Eu perdi o sono...Posso ficar aqui com você? – Ela dizia tímida e eu assenti.
- Vamos achar ele, então! – Ri fraco e a puxei para se deitar do meu lado.
- Vamos! – Ela sorriu. – E eu não quero você triste! – Passou suas mãos pelos meus cabelos. – Eu sei que estava chorando.
- Não se preocupe comigo.
- Me preocupo sim! – Ele se aproximou e me abraçou.
Dormi até tarde no outro dia, acordei com o meu celular tocando e Amanda dizendo que tinha remarcado minhas consultas do dia, pois eu poderia ainda estar passando mal.
Lhe agradeci imensamente, já que eu não teria mesmo condições de trabalhar e antes fosse por queda de pressão.
Fui surpreendida por Bruna e Eloá na minha casa na hora do almoço, estava mesmo precisando de companhia. Elas sentaram do meu lado no sofá enquanto as crianças jogavam vídeo game.
- Tem rango aí? – Bruna brincou.
- Claro que sim! Eu não fui trabalhar hoje, ia dispensar a Suzi, mas não tô boa pra fazer almoço. Ela ta fazendo.
- Que preguiçosa! – Eloá disse, nos fazendo ri. – Sabia que precisava de companhia e chutei que não iria trabalhar! – Ela olhou nos meus olhos e já sabia o que se passava, provavelmente Bruna também.  Sorri fraco e lhe abracei, juntando Bruna no abraço também.
- O almoço está pronto! – Suzi apareceu na sala e nós fomos almoçar.
Ela almoçou conosco e foi embora, já as meninas insistiram tanto que me convenceram a irmos para o shopping no final da tarde.
Foram se arrumar e voltaram para minha casa as 17:00hrs, arrumei as meninas e fomos primeiro para o cinema. O filme foi rápido e depois nós fomos para a praça de alimentação do shopping, que estava vazio.
Elas me faziam ri e por algum momento, esquecer de tudo que estava acontecendo.
Até compramos um pouco nas lojas que ainda estavam abertas.
Fomos para o estacionamento para enfim irmos para casa, já que eu estava morta de cansada.
- Carolina? Podia falar com a gente um minuto? – Me virei e me espantei.
Era um repórter, com um microfone e um cinegrafista já com a câmera nas mãos, mas desligada.
Olhei para Bruna e ela também não sabia o que fazer.
- Posso sim! – Resolvi não negar, se não os boatos de separação iria prosseguir.
Tentei sorri pelo menos mais que a metade do tempo, ele começou a entrevista perguntando se era legal namorar um cantor tão famoso no Brasil e cheio de fãs e eu respondia tudo.
- Agora vai ficar famoso na Espanha...
- Pois é! Tá em turnê lá. Ele merece! – Sorri.
- E você, por que não foi?
- A minha filha tem escola, eu tenho que trabalhar... – Falei como se fosse um pouco obvio.
- Não liga?
- De jeito nenhum...
- Então, e o assunto tão falado dessas fotos dele com mulheres que estão saindo? – Eu sabia que aquela pergunta iria chegar e falei o que veio na cabeça.
- Eu não ligo...Eu vi todas, a do palco foi só o ângulo. Ele não faria isso, não no palco! Nenhum homem trairia uma mulher assim, na cara de pau! – Brinquei e ele riu. – As da boate é só uma amiga...
- Você não tem problema com isso mesmo? Ciúmes?
- Não...Eu entendo o trabalho dele!
- Isso é bom! Até porque ciúmes em excesso estraga, não é?
- Estraga sim! Só um pouco que é bom.
- Então quer dizer que rola, pelo menos um pouco?
- Um pouco rola. Acho que em um casal tem que rolar um pouquinho. – Ele mudou o assunto e começou a falar da Bruna, que estava ali comigo, aí veio o assunto família do Luan, se eu me dava bem com eles, se freqüentava sua casa. Bruna também falou um pouco e logo acabou aquilo tudo. As vezes era chato, mas eu entendia.
Fomos no carro comentando sobre umas perguntas idiotas que eles faziam, tipo se eu me dava bem com a família do Luan. Onde eu dizer que não, em rede nacional?

Pelo menos aquilo serviu para nos fazer ri.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Capítulo 83



Respirei fundo e prometi pra mim mesma que aguardaria as explicações do Luan também, como a matéria dizia. Não iria lhe perguntar nada, só se ele se calasse, mas do jeito que eu o conhecia, logo viria uma explicação.
Eu estava sim irritada, era super ciumenta e se aquilo fosse verdade, eu realmente não admitiria esse tipo de coisa vinda dele.
Entendo seu trabalho, mas palco é feito para cantar, ainda mais com o tanto de criança que vai em seu show com seus pais, não mereciam ficar vendo esse tipo de cena.
Sai da internet na hora, deixei meu celular de lado e me deitei procurando um sono que estava perdido, mas teria que aparecer para eu não ficar acordada e tensa o resto da noite.
Acordei no outro dia, mal conversei com as crianças na mesa do café da manhã e trabalhei aérea. Sorte que eram meus pacientes crianças, que falavam sem parar, contavam como tinha sido seus dias e ao contrário de mim, estavam todos radiantes e animados com suas melhoras, o que só me fazia sorri sem mostrar os dentes.
Assim que cheguei em casa, Suzi estava na piscina com as meninas e quando me viu, disse que ficaria com elas até mais tarde para que eu pudesse comer algo e tomar um banho. Acho que minha cara não estava mesmo boa.
Lhe agradeci e foi direto para o banheiro. Tomei um banho frio devido o calor quase insuportável, coloquei uma roupa curta e fresca e me joguei na cama olhando para o teto.
E como pudesse ler meu pensamentos, o meu celular tocou com o número dele e nossa foto na tela. Eu, ele e Eduarda na rede de sua casa e eu sai gargalhando enquanto olhava para ele que fazia um bico lindo e Eduarda beijava seu rosto.
Sorri automaticamente, mas logo meu sorriso se fechou e eu fechei os olhos atendendo.
- Amor, você não sabe o que está perdendo aqui! – Ele já disse animado.
- Tá bom? – Minha voz saiu baixa e desanimada.
- Tá ótimo! – Sua voz também saiu mais baixa. – Olha...Queria te perguntar uma coisa.
- O que foi? – Já previa o que viria.
- Você...Viu umas fotos que saiu aí de ontem? – Eu não estava o vendo, mas podia jurar que mexia nos cabelos de sua nuca.
- Vi sim! – Foi só o que eu disse.
- Eu queria te dizer que é tudo mentira! Eu nunca faria isso com você, em cima do palco, pra todo mundo ver? Eu nunca faria! Foi o ângulo da foto. Acredita em mim? Eu fiquei muito chateado, fiquei sabendo ontem mesmo, ia te ligar mas fiquei com medo do que estava pensando, pra falar a verdade, ainda estou. – Ele disparou.
- Calma! Eu só queria ouvir isso de você mesmo.
- Jura? Acredita em mim?
- Como eu não vou confiar em você? Isso faz um relacionamento, ainda mais como o nosso.
- Como o nosso... – Ele repetiu minha frase suspirando. – Sei que é difícil, sei que é quase impossível. Mas eu te amo tanto, não posso vir com essa de “vou te deixar livre porque não é feliz comigo” eu não consigo! – Até ri fraco com sua frase.
- Eu nunca quero que faça isso, porque depois de você, que eu soube o que é viver feliz de verdade!
- Ai, amor! Eu fico tão aliviado. Sério, eu nunca mais faço esse tipo de brincadeira com as fãs no palco.
- (risos) Também não precisa disso. Eu entendo, tudo bem?
- E eu te amo muito e muito obrigada por entender tudo! Você é a mulher da minha vida! – Sorri com sua frase.
- Você também é o homem da minha vida! Eu te amo muito! – Enfim o clima aliviou e nós começamos a conversar normalmente.
Luan voltou a sua animação e me contou que iria para praia dali alguns minutos e ficaria até de noite para um luau. Ri dele e brinquei, antes de desligar, que era pra ter juízo.
Confesso que no fundo era verdade, mas ao mesmo tempo eu confiava nele.
Desci e resolvi dispensar Suzi e tomar um café da tarde com as crianças, a noite, até jogamos no vídeo game do Luan que estava ali. Tinha dois em casa e resolveu deixar o de seu quarto ali, já que a noite ele gostava de jogar e dormia mais ali que em sua casa.
Dois dias se passaram e estava indo tudo muito bem, Vitória ainda continuava na minha casa e eu falava com Luan quase toda hora e as meninas também pela web cam do meu computador. Mas no final da tarde fui para internet, respondia algumas fãs dele e conversava com Eloá pela rede social também, rindo das gracinha que falava, quando mais uma vez me mandaram um site de fofocas e eu abri rápido, sem pensar duas vezes.
Minha vontade era de gritar, ou eles tinham tirado o Luan para cristo ou ele estava me passando para trás bonito e eu caia igual uma pata.
Mais uma foto dele estava no site só que dessa vez eram várias. A primeira ele e uma moça riam em uma boate, cada um com um copo na mão, na segunda ela beijava o canto de sua boca e os olhos dele estavam em seu decote e já na quarta, ele riam só que de mãos dadas, indo em direção a um canto meio vazio.
Dessa vez eu fiquei realmente com raiva e meus olhos ficaram até vermelhos, eu já não sabia mais o que fazer. A foto da fã podia ser sim o ângulo, mas aquilo dali não tinha explicação. Era ele mesmo, com a calça que eu tanto amava e uma camisa branca polo que eu mesma tinha lhe dado de presente.
Dessa vez sim ele teria que me dar muito mais que um telefone para resolver seu problema. Não era possível que ele tinha me traído.
Coloquei as crianças para dormir rápido que reclamavam estar se sono, mas eu precisava ir para o meu quarto, para a minha cama e pensar sozinha.
- Deixa eu dormir na sua cama, mamãe.
- Hoje não, Eduarda!
- Mas eu nem tenho sono...
- Nem eu, tia Carol! – Suspirei.
- Então vamos fazer assim, como eu estou morrendo de sono e já é tarde. – Olhei no relógio. – Eu vou dormir e você podem ficar brincando no quarto, mas eu vou acordar e vê se foram dormir. Não quero ninguém indo dormir de madrugada!
- Tudo bem! – Vitória sorriu e eu beijei o rosto das duas antes de sair dali.
Pensei, pensei, pensei e até chorei um pouco, até meu sono chegar, mas antes de dormir fui até o quarto de Eduarda e as crianças já estavam dormindo. Cobri as duas e voltei para o meu quarto.
Acordei no outro dia com muito olheira e parecendo que eu não dormia a séculos, tive que tomar um banho gelado logo de manhã para ver se despertava.
- Tá tudo bem, tia Carol? – Vitória disse enquanto tomávamos café da manhã.
Senti sua mãozinha no meu rosto e lhe olhei sorrindo fraco.
- Está sim, meu amor! – Ela sorriu desconfiada.
Suzi chegou um pouco atrasada e eu pude ir trabalhar. Tentei me desligar de tudo, mas era bem difícil e eu não consegui e ainda para piorar passei um pouco mal no consultório e como só faltavam duas consultas, Amanda remarcou.
- É melhor não ir dirigindo assim. – Ela disse e eu assenti. – Aqui perto tem uma clinica,vamos lá?
- Vamos sim,que seja lá o que for quero que passe pra eu ir embora logo. – A clinica era quase ali em frente, fomos a pé mesmo e uma médica muito simpática me atendeu.
Minha pressão tinha abaixado muitos e ela disse que era o calor, me medicou ali mesmo e eu fiquei um pouco de observação. Lhe paguei quando foi liberada e enfim pude ir para o meu carro e pegar o caminho de casa.
Olhei meu celular para olhar as horas e 30 ligações perdidas do Luan estavam ali. Ele estava no silencioso.
Suspirei lembrando de tudo que tinha acontecido e eu teria que falar com ele, não podia dar uma de adolescente e fugir e outra certeza que eu tinha, era de que nós iríamos brigar, por ele ser cabeça dura e não assumir que errou tendo aquele tipo de intimidade com outra mulher em público, estando comprometido comigo.

Mesmo se não tivesse rolado nada entre eles.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Capítulo 82




Luan me ligou assim que chegou em seu destino e dizia empolgado o quanto o Luan era diferente e que já estava louco para conhecer os pontos turísticos.
Nos despedimos depois de poucos minutos e eu voltei a minha rotina de sempre. Trabalho, casa e filha birrenta e manhosa, que toda hora perguntava por ele e porque não fomos com ele para viagem.
- Amor, não dá pra gente ir sempre! – Eu lhe dava sua comida na boca, enquanto ela via o DVD da galinha pintadinha.
- Mas eu queria, mamãe...Vou sentir saudades!
- Eu também vou, mas logo ele volta.
- Tá, mas dá próxima a gente vai!
- (risos) Prometo que sim. – Beijei seu rosto.
Assim que Eduarda acabou de comer, a campainha tocou e eu deixei seu prato na mesinha de centro para ir atender.
- Vivi? Que saudades! – Eu me abaixei e lhe abracei. – Oi, tudo bem? – Disse a sua tia.
- Tudo ótimo! – Ela disse sorrindo.
- Eu vim ficar com você! – A pequena me olhou. – Pode?
- Ainda pergunta? Lógico que pode!
- Desculpa pelo adiantamento, ela entrou de férias cedo e quis vir logo. – Sua tia se explicava sem jeito.
- O que é isso! Eu tava morrendo de saudades dessa princesa!
- Bom...Então eu tenho que ir. – Peguei sua mala de suas mãos e Vitória se despediu dela com um abraço apertado.
Fomos para a sala e Eduarda lhe abraçou, assim que lhe viu, me fazendo ri. Ela gostava de Vitória.
- E a vida nova? – Nos sentamos.
- Eu to gostando tanto! Eu sinto muito por meus pais, mas... – Ela suspirou. – Eu to amando morar com minha tia, ela é como uma mãe mesmo, super carinhosa, me dá tudo que eu quero e a nova escola é demais. Eu fiz vários amigos! – Ela me olhou animada.
- Que bom, Vi! Eu torcia tanto por você, é uma menina de ouro e merece isso e muito mais.
- Você me ajudou tanto. – Ela me abraçou.
- Não fiz nada demais, pequena...Mas, que tal a gente montar uma agenda pra esses dias todos que ficaremos juntas?
- Vamos sim! – Ela me olhou rindo. – Era meu sonho passar alguns dias com você, desde que te conheci. – Me olhou tímida.
- (risos) Agora vamos aproveitar muito! – Naquele dia mesmo, fomos para a piscina.
Fomos comprar sorvete em uma sorveteria dali mesmo do meu condomínio e conversamos muito. No fim, as meninas estavam mortas de cansadas.
Coloquei elas para tomarem banho e depois foram dormir. Vitória dormiu junto com Eduarda, na cama de baixo da sua.
Tomei um banho também e liguei o ar condicionado para assistir TV.
Meu celular tocou e eu sorri olhando o nome no visor.
Contei a Luan que Vitória já tinha chegado e ele mostrava animação em sua voz, dizendo que quando voltasse iríamos passear com ela.
- Tá indo tudo bem aí, amor?
- Tudo ótimo! Eu to amando tanto...
- Eu to feliz por você e triste por não estar aí. – Fiz careta, mesmo sem que ele pudesse me ver.
- Eu também estou triste por isso, dá próxima vez eu não te deixo para trás.
- Tá triste mesmo? Acho que você tá é feliz de estar na Espanha sozinho. – Ri brincando.
- Que pecado, amor! Queria muita tá grudado em você. – Ele dizia com voz manhosa, me fazendo ri mais.
- Era brincadeira, seu bobo. Acredito em você!
- Deixa eu ir, amor, to morrendo de fome!
- (risos) Vai lá, seu esfomeado! Beijos!
- Que gracinha você, amor. Beijos e eu te amo, viu?
- Eu também amo você, besta! – Desliguei o celular rindo.
Acabou que eu dormir super cedo naquele dia também, já que não tinha nada pra fazer e as crianças já estavam capotadas dormindo.
No outro dia, acordei um pouco atrasada e quando desci, todos já tomavam café da manhã, inclusive Suzi que já tinha chegado.
- Viu que temos visita? – Falei, depois de lhe cumprimentar e me sentei.
- Vi sim! Já conversamos.
- Que bom! Então, você fica com ela hoje? Eu vou chegar mais cedo também.
- Pode deixar! – Ela sorriu.
- Vi, você fica com a tia Suzi enquanto Eduarda estuda e eu vou chegar mais cedo.
- Tudo bem, tia Carol!
- Como eu já estou atrasada mesmo, vou dar uma carona pra vocês até a escola. – Deixei elas no portão da escola de Eduarda e depois pegariam um taxi para voltar para casa, como todos os dias.
Passei a manhã e até a hora do almoço atendendo paciência, sem parar.
Me despedi de Amanda, assim que os horários acabaram e fui para casa, pegando um belo de um trânsito, que me fazia bufar.
Cheguei em casa quase duas horas e as meninas já viam desenho na televisão.
- Já dei almoço as duas.
- Muito obrigada, Suzi! Me atrasei no transito. Pode ir!
- O que é isso...
- Queria te pedir pra fazer esse processo o resto da semana, na outra Eduarda já entra de férias aí é só ficar com elas aqui.
- Tudo bem!
- Então, até amanhã! – Me despedi dela.
Brincamos muito, como no dia anterior, Eduarda pediu para dormir comigo de noite e eu tive que colocar as duas na minha cama.
Fiquei mexendo na internet pelo meu celular, já que estava sem sono e elas dormiam do meu lado.
Me mandavam um link por uma rede social, os fã clubes do Luan lhe mandavam várias mensagens também, então, resolvi abrir, intrigada.

Luan Santana beija fã em show!



O cantor está em turnê pela Espanha á três dias e nesta quarta feira, em seu show em Madri, como de costume, ele chama uma fã para subir no palco e dançar com ele. Mas dessa vez foi diferente, ele chamou a moça, trocaram carícias e antes de dançar, mais colado que de costume com a moça, ele lhe beijou.
E sua namorada? Ela sabe? Aprova esse tipo de atitude do cantor? Terminaram, ou têm um relacionamento aberto? São várias perguntas.
Fontes dizem que a psicóloga Carolina, é uma moça muito ciumenta e não permitiria esse tipo de coisa de jeito nenhum.
Será que mais um romance do sertanejo chegou ao fim ou a moça ainda não sabe de nada?

 Vamos aguardar as explicações do cantor.




Gente, como eu disse no grupo, essa semana os capítulos vão ser menores ou até não vai ter capítulo por conta da minha escola que tá pedindo muitos trabalhos.
Final do ano, mais puxado :/ Eu disse que seria só essa semana, mas eu não sei porque as provas também já foram marcadas. Só essa semana que eu posso falhar com capítulos mas em relação aos tamanhos, eu vou postar o que eu conseguir escrever no dia, fechou?
Se não, quando eu tiver sem tempo ao invés de ter capitulo pequeno, não vai ter e eu não quero deixar vocês na mão! Beijooos! ♥

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Capítulo 81




*
O final do ano chegou e Luan estava animado e doido pra tirar suas férias, confesso que eu não era diferente. Já tínhamos decidido e iríamos passar um mês em Paris, um lugar que eu sugeri e estava louca para ir. Luan concordou de primeira e até Bobi iria conosco.
Mas iríamos na segunda semana de férias, já que na primeira, Vitória ficaria na minha casa como prometido desde que foi embora.
Nos falávamos por celular, mas não era sempre, mas ela me contava e eu via em sua voz o quanto estava feliz vivendo com sua tia.
Mas ainda faltavam alguns dias para as suas férias e ele me ligou animado em uma noite.
- Você não sabe o que aconteceu, amor!
- Se você não me falar, eu nunca vou saber! – Gargalhei e ele também.
- É que eu to a mil...Então, essa ultima turnê do ano vai ser na Espanha.
- Tá brincando!
- Não, amor...Ah, eu to muito feliz! Fiquei sabendo só agora.
- E eu, amor! Você merece demais, viu? Eu vou torce por você.
- Eu sei que sim...Eu to mega ansioso.
- Não fica, que vai dar tudo certo, porque você é o melhor cantor que eu já vi.
- (risos) Sei! – Ele riu e eu também. – Conversamos mais por longas horas e desligamos, quando ele estava prestes a subir no palco.
Fiquei rindo sozinha no sofá, das besteiras que ele tinha me falado, de suas brincadeiras e seu nervosismo por ir cantar fora.
Estava tão feliz por ele, que parecia até ter sido a melhor coisa que já aconteceu para mim ou para Eduarda. É inexplicável amar alguém ao ponto de se sentir assim quando a pessoa está feliz, ou realiza um grande sonho.
Um pouco menos de um mês antes das férias, Luan teve três dias de folga e lógico que dormiu na minha casa dos os dias. Íamos para a casa de sua mãe durante o dia, mas no final da tarde íamos para minha casa.
Luan chegou na hora do almoço e eu estava chegando da clínica e não trabalharia na parte da tarde. Aproveitamos para almoçarmos juntos e Eduarda chegou da escola em poucos minutos também. Gritou assim que o viu e se jogou no seu colo, fazendo Suzi ri.
- Tá com fome não, é? – Luan lhe perguntou.
- Muita!
- Vishi! Então borá comer... – Dispensei sua babá e arrumei seu prato.
Depois do almoço, Luan bocejava sem parar e eu via o cansaço em seu rosto.
- Vai dormir, amor. – Acariciei seus cabelos e ele deitou sua cabeça em meu ombro.
- Ah não! Vamos brincar, papai.
- Eduarda, ele ta cansado...
- Por favor! – Ela fez um bico enorme e Luan lhe olhou sorrindo.
- Vamos brincar, então. – Ele se levantou e a jogou para o alto, lhe fazendo gargalhar.
- Luan..Você tá cansado, não é pra ficar fazendo todas as vontades dela.
- Ei, deixa! Eu senti saudades de brincar com essa minha coisinha, sabia? – Ele riu e subiu as escadas.
Revirei os olhos e liguei a TV para assistir um programa de TV que eu tanto gostavam.
Eles brincaram por horas, eu ouvia de vez em quando as risadas dos dois, os latidos de Bobi, mas depois de algum tempo tudo ficou calado, em completo silêncio e eu estranhei.
Subi as escadas sem fazer barulho e assim que cheguei na porta do meu quarto, Já avistei Bobi dormindo no pé da minha cama e fiz careta. Eduarda estava o acostumando para dormir junto com ela, fez birra, queria de qualquer jeito o cachorro dormindo com ela e eu deixei, já de saco cheio de ir contra, mas não o deixava dormir na minha cama.
Olhei mais para cima e Eduarda estava de olho aberto, quietinha, deitada ao lado de Luan que dormia com um urso de pelúcia dela, me fazendo sorri.
Assim que me viu, ela colocou o dedo na boca em pedido de silêncio e eu assenti.
Na hora peguei meu celular do bolso e sem pensar duas vezes tirei uma foto daquela cena e tive que postar para suas fãs.



“ Eu acho que alguém dormiu de tanto brincar :x”

Peguei Eduarda no colo e desci com ela, já que falava que não tinha sono.
Fiz um suco para nós, e lógico que eu tive que assistir a galinha pintadinha o dia inteiro.
Luan acordou as 17:00hrs, nós já tomávamos café da tarde e ele tinha o rosto completamente inchado e marcado pelo travesseiro, que fazia Eduarda ri.
- Nunca vi ninguém dormir tanto... – Ela disse enquanto comíamos e gargalhamos.

(...)

Enfim a tão esperada, para Luan, turnê na Espanha, tinha chegado. Eu o ajudava a arrumar suas malas na sua casa, enquanto ele falava sem parar, morrendo de nervoso.
- Fica tranqüilo, amor. – Acabei de fechar sua mala e peguei em seu rosto.
- Eu queria você lá comigo. – Ele me abraçou pela cintura.
- Eu também queria ir mas não posso...
- Uma semana longe de você, não sei se agüento!
- (risos) Aguenta sim! Eu vou está aqui torcendo por você e não deixa de me ligar, entendeu?
- Claro, amor! Dá próxima eu te levo nem que seja arrastada.
- Nem precisa, porque dá próxima eu vou! – Sorri e ele selou nossos lábios.
Era difícil pra mim largar tudo, emprego, já que tinha muitas consultas marcadas, escola de Eduarda, já que ela não ficaria de jeito nenhum uma semana longe de mim. Era tudo mais complicado na minha vida, que as vezes me fazia refletir se Luan realmente conseguiria levar nosso relacionamento adiante. Sempre bate a insegurança, mas eram pensamentos de minutos que logo passavam.
O pessoal da sua produção chegou para lhe buscar e ele se despediu de mim, Eduarda e de sua família.
- Juízo! – Ele cochichou no meu ouvido antes de selar nossos lábios.
- Juízo você, moço, com aquelas espanholas. – Cochichei de volta e ele riu, antes de partir dali.

Partir dali com a metade do meu coração indo junto com ele. Eu sentia um aperto nele sempre que ele partia, mas dessa vez era diferente, o aperto era maior, talvez por ele estar indo para longe demais do que de costume.

sábado, 1 de novembro de 2014

Capítulo 80



- Oi, amor, não fala mais comigo? – Olhei para a moça que estava sentada ao lado de Bruna e estreitei os olhos.
- Carol?
- Oi! – Ela riu e se levantou.
- Cara, você tá loira! – Abri a boca e ela se aproximou para me abraçar.
- To quase...Gostou?
- Eu amei! Conseguiu ficar ainda mais linda.
- Eu tava querendo mudar a algum tempo, mas com medo da sua reação, mas Bruna disse que gostaria e eu fiz.
- Eu gosto de tudo em você. – Selei seus lábios.
- Sei que tem uma queda por loiras e não gostei de fazer isso. – Ela me olhou, se fingindo de brava e eu gargalhei.
- Tenho, é? Só tenho uma queda por você, meu amor. Por mais ninguém. – Ela riu.
- Bora pra cozinha, povo? Depois vocês matam a saudade, minha mãe já deve ter terminado o bolo de cenoura.
- Bolo? Que tempo que eu não como. – Abracei Carolina pela cintura, enquanto andávamos. – E Eduarda?
- Tá com a sua mãe, aprontando. – Ri.
Depois de comermos o bolo da minha mãe quase todo, Carolina e Eduarda foram para o meu quarto e ficaram me esperando enquanto eu tomava banho.
- Pai, viu o cabelo da mamãe? – Duda disse, assim que eu sai do banheiro, enquanto mexia nos cabelos de Carol.
Ri enquanto procurava uma bermuda e uma blusa, para colocar, já que estava só de boxer.
- Vi sim, ficou ainda mais linda.
- Quando eu crescer também quero o meu assim. – Ela riu abafado pela chupeta, que estava em sua boca.
- Também vai ficar linda...E esse bico na boca? Sua mãe liberou?
- Fazer o que, né. Ela quer voltar a ser neném. – Carolina lhe apertou.
- To com sono! – Ela esfregou os olhos.
- A gente já vai pra casa...
- Eu vou com vocês.
- Fica um pouco aqui, depois você vai. Não, amor, eu vou com vocês. – Ela não insistiu e eu coloquei um boné, antes de descermos.
Nos despedimos de todos, fomos conversando pelo caminho e assim que chegamos, Eduarda já tinha dormido em sua cadeirinha.
Lhe peguei no colo e lhe coloquei em seu quarto.
- Hoje teve natação, tá morta! – Carolina comentou.
- Sabia. Enfim, sós! – Enlacei sua cintura com meus braços e ela colocou os seus em volta do meu pescoço, enquanto sorria.
- O que a gente pode fazer agora, em? – Ela brincou rindo e eu lhe acompanhei.
- Não sei...O que será? – Antes que respondesse, juntei nossos lábios.
Fomos nos beijando, sem nos separar, até seu quarto. Lhe coloquei na cama com cuidado e me deitei por cima dela. Tirei sua blusa com carinho e ela jogou meu boné longe, acariciando meus cabelos, enquanto eu afundava o rosto em seu pescoço.
Beijei e mordi sua orelha, vendo seu corpo se arrepiar e ela arrancou minha blusa, enquanto fazia carinho na parte do meu corpo descoberta. Lhe beijei puxando seu cabelos para trás e ela mordeu meus lábios, me arrepiando.
Nos amamos aquele resto de tarde, que por sorte Eduarda não acordou.
Me deitei exausto do lado dela, que ligou o ar condicionado de seu quarto, no último.
Nos cobrimos da cintura para baixo e ela se deitou de bruços no meu peito, enquanto eu acariciava seus cabelos e costas com a minha mão direito e a esquerda, estava em baixo da minha cabeça. Carolina suspirava, estava um pouco suada e visivelmente cansada, me fazendo ri.
- Tá muito calor! – Ela resmungou.
- Tá sim...Ah, amor. Me fala sobre o exame de sangue. – Ela riu me olhando.
- Pensei que tinha esquecido.
- Nunca! Fala vai, o que você tem?
- A resposta certa é, eu não estou grávida, amor.
- Sério? – Ela assentiu.
- Pega aí do seu lado o exame. – Olhei para lado e lá estava o papel.
O peguei o abri com cuidado, li a parte de cima toda e no final estava escrito um monte de coisas que eu não entendi, mas um “negativo” na ultima linha me fez entender tudo. Lhe olhei.
- Não está mesmo...
- (risos) Eu te falei, seu teimoso. O médico disse que foi um vírus, eu já estou tomando remédio e melhorando.
- Não sei pra quê quase me matou do coração essa semana inteira.
- (risos) Foi engraçado você me ligando e quase morrendo de ansiedade. – Revirei os olhos. – Eu só não decifrei se você estava nervoso assim por que não queria o filho, ou por que queria?
- Ué, eu fiquei nervoso como qualquer outro homem ficaria. Lógico que eu não penso em filhos agora, claro que eu tenho a Eduarda que já é minha filha, mas só ela já está bom no momento. – Carolina e sorriu e beijou o canto da minha boca. – Mas se fosse, eu aceitaria de boa. Não ia surtar nem nada...
- Você é um homem incrível, eu já te disse?
- Já, mas é sempre bom ouvir de novo.
- (risos) Bobo! Amo você!
- Eu também te amo! – Beijei seus lábios, com calma.
Dormimos depois de tanto conversar e acordamos com batidas na porta do quarto. Olhei pela janela e vi que já estava de noite.
- Mamãe! – Escutei a voz de Eduarda.
- Oi, filha...Espera um pouco. – Carolina se levantou e pegou minha blusa do chão para vestir. Jogou minha bermuda e minha cueca em mim.
Me vesti rápido, enquanto ela esperava para abrir a porta.
- To com muito fome. – Eduarda entrou dizendo e eu ri.
Ela se deitou no meu braço e colocou suas pernas em cima da minha barriga.
- Tive uma idéia, vou fazer um jantar bem gostoso e chamar a Eloá e o Miguel para jantarem aqui.
- Ótima idéia, amor! – Ela sorriu e saiu do quarto.
Assim que o jantar estava quase pronto, me levantei, tomei um banho e coloquei uma roupa minha que tinha ali.
- Papai, me dá banho?
- Mas sua mãe me disse que estava quase tomando banho sozinha. – Lhe olhei, enquanto ela fazia manhã em cima da cama.
- Não estou! – Ela fez bico e eu ri negando.
Lhe peguei no colo e lhe dei um banho, coloquei uma roupa nela, que ela mesma me ajudou a escolher e descemos até a sala.
Carolina já tinha tomado banho e já estava trocada, arrumando a mesa.
- Eles já estão chegando. – Assenti.
Eloá e Miguel chegaram, jantamos conversando, joguei vídeo game com Miguel, enquanto as mulheres fofocavam no outro sofá e comiam doce.
Eles foram embora quase uma hora da manhã e eu coloquei Eduarda para dormir, a pedido dela. Quando estava voltando para o quarto de Carolina, meu celular apitou e eu o peguei.
- Olha, quem é essa gatinha que acabou de postar uma foto? – Falei, assim que cheguei no quarto. Carolina colocava seu pijama.
- Não sei, quem é. – Lhe mostrei o celular e ela riu. – Não sei, só sei que é muito gata.
- E convencida também. – Lhe beijei.
- Amor...Deixa eu acabar de me vestir. – Ela dizia, sem a parte de baixo do pijama.
- Pra que? Se eu vou tirar tudo mesmo.
- Nossa, que safado! Não cansa não?
- De você? Nunca! – Ela riu, voltando a juntar nossos lábios.
Depois de horas de amor, pela segunda vez naquele dia. Ela dormiu primeiro que eu, no meu peito. Eu ainda estava sem sono, mas zelava seu sono e acariciava seu rosto.
A cada segundo que lhe olhava tinha mais certeza ainda que ela era a mulher da minha vida, que era mulher certa.
Peguei meu celular e abri na foto que tinha postado. Tão linda. Seu rostinho de anjo, sua boca, seu nariz e seus olhos da cor do céu, me encantavam, e agora, seus cabelos também. Sorri, enquanto olhava a tela do celular.



“Mudei o visual, aprovado? Hoje é dia de alegria porque o amor chegou o/”




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